Arte





Amante da Pintura em tela: Verdadeira arte!!!



Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.





Primavera:Cecília Meireles








A principal arte conhecida pela humanidade é a Pintura em tela. Os quadros são expostos, leiloados, vendidos, enfim. Os mais famosos são os dos artistas que já morreram e deixaram uma verdadeira herança.

A pintura em tela tem diversas técnicas diferentes. Uma das mais conhecidas é a pintura emóleo, onde a tinta usada tem óleo em sua fórmula e deixa um resultado diferente das demais.

É um tipo de pintura fácil, comparado com outros tipos. Qualquer pessoa pode pintar em tela, o mais complexo é o desenho. Algumas telas são vendidas já com os desenhos, e você só precisa pintar.


 site oficial sobre Tarsila do Amaral. Vale a pena, é muito legal!

http://www.tarsiladoamaral.com.br/


Modernismo

O modernismo tem início com a Semana da Arte Moderna de 1922, num período de transição da literatura e da a arte, a música, o teatro, o cinema e a arquitetura, caracterizando a ruptura com as escolas clássicas do século XIX e com o tradicionalismo estético do parnasianismo, simbolismo, entre outros. E marcou pela busca de uma arte de cunho nacional e inovador, com direito a pesquisa estética, a renovação das técnicas empregadas no processo criativo influenciadas pelas vanguardas artísticas européias, a liberdade de criação e a incorporação do cotidiano e da linguagem coloquial nas obras.


O modernismo tem como caracteristicas:nacionalismo, temas do cotidiano , linguagem com humor, liberdade no uso de palavras e textos diretos.


Principais escritores modernistasforam : Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Cassiano Ricardo, Alcântara Machado e Manuel Bandeira.





                          Abaporu -Tarsila do Amaral,1928

Tarsila de Amaral valorizou o trabalho braçal (pés e mão grandes) e desvalorizou o trabalho mental (cabeça pequena) na obra, pois era o trabalho braçal que tinha maior importância na época.

Entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, o Teatro Municipal de São Paulo, verdadeiro monumento patriarcal erguido em pleno centro da capital do Estado para celebrar a arte tradicional, viu-se invadido por um grupo de jovens irreverentes da sociedade paulista daquela época, todos eles, visionários com veleidades artísticas e estéticas cuja intenção maior era abalar os convencionalismos, fossem eles quais fossem. Desde então, o ideário modernista, pois era assim que eles se autodesignavam, tomou corpo e mudou para sempre os padrões estéticos, literários e jornalísticos do Brasil.






Principais Autores


A Primeira Fase do Modernismo foi caracterizada pela tentativa de definir e marcar posições, sendo ela rica em manifestos e revistas de circulação efêmera. Havia a busca pelo moderno, original e polêmico, com o nacionalismo em suas múltiplas facetas. A volta das origens, através da valorização do indígena e a língua falada pelo povo, também foram abordados. Contudo, o nacionalismo foi empregado de duas formas distintas: a crítica, alinhado a esquerda política através da denúncia da realidade, e a ufanista, exagerado e de extrema direita. Devido à necessidade de definições e de rompimento com todas as estruturas do passado foi à fase mais radical, assumindo um caráter anárquico e destruidor. Um mês depois da Semana de Arte Moderna, o Brasil vivia dois momentos de grande importância política: as eleições presidenciais e o congresso de fundação do Partido Comunista em Niterói. Em 1926, surge o Partido Democrático, sendo Mário de Andrade um de seus fundadores. A Ação Integralista Brasileira, movimento nacionalista radical, também vai ser fundada, em 1932, por Plínio Salgado.

Estendendo-se de 1930 a 1945, a segunda fase foi rica na produção poética e, também, na prosa. O universo temático amplia-se com a preocupação dos artistas com o destino do Homem e no estar-no-mundo. Ao contrário da sua antecessora, foi construtiva. Não sendo uma sucessão brusca, a poesia da geração de 22 e 30 foram contemporâneas. A maioria dos poetas de 30 absorveu experiências de 22, como a liberdade temática, o gosto da expressão atualizada ou inventiva, o verso livre e o antiacademicismo. Portanto, ela não precisou ser tão combativa quanto à de 22, devido ao encontro de uma linguagem poética modernista já estruturada. Passara, então, a aprimorá-la, prosseguindo a tarefa de purificação de meios e formas direcionando e ampliando a temática da inquietação filosófica e religiosa, com Vinícius de Moraes, Jorge de Lima, Augusto Frederico Schmidt, Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade. A prosa, por sua vez, alargava a sua área de interesse ao incluir preocupações novas de ordem política, social, econômica, humana e espiritual. A piada foi sucedida pela gravidade de espírito, a seriedade da alma, propósitos e meios. Essa geração foi grave, assumindo uma postura séria em relação ao mundo, por cujas dores, consideravam-se responsável. Também caracterizou o romance dessa época, o encontro do autor com seu povo, havendo uma busca do homem brasileiro em diversas regiões, tornando o regionalismo importante. A Bagaceira, de José Américo de Almeida, foi o primeiro romance nordestino. Rachel de Queiroz, Jorge Amado, José Lins do Rego, Érico Veríssimo, Graciliano Ramos e outros escritores criaram um estilo novo, completamente moderno, totalmente liberto da linguagem tradicional, nos quais puderam incorporar a real linguagem regional, as gírias locais. O humor quase pia dístico de Drummond receberia influências de Mário e Oswald de Andrade. Vinícius, Cecília, Jorge de Lima e Murilo Mendes apresentaram certo espiritualismo que vinha do livro de Mário Há uma Gota de Sangue em Cada Poema (1917). A consciência crítica estava presente, e mais do que tudo, os escritores da segunda geração consolidaram em suas obras questões sociais bastante graves: a desigualdade social, a vida cruel dos retirantes, os resquícios de escravidão, o coronelismo, apoiado na posse das terras - todos os problemas sociopolíticos que se sobreporiam ao lado pitorescos das várias regiões retratadas.




Anita Malfatti



                                      ( O Farol)



                                    ( A Boba )


Autores:


Na poesia
§  Augusto Frederico Schmidt (1906-1965)
§  Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
§  Cecília Meireles (1901-1964)
§  Jorge de Lima (1895-1953)
§  Mário Quintana (1906-1994)
§  Vinícius de Moraes (1913-1980)

Na prosa
§  Álvaro Lins (1912-1970)
§  Cornélio Pena (1896-1958)
§  Cyro dos Anjos (1906-1994)
§  Érico Veríssimo (1905-1975)
§  Graciliano Ramos (1892-1953)
§  Herberto Sales (1917-1999)
§  Jorge Amado (1912-2001)
§  José Américo de Almeida (1887-1957)
§  José Geraldo Vieira (1897-1977)
§  José Lins do Rego (1901-1957)
§  Lúcio Cardoso (1913-1968)
§  Marques Rebelo (1907-1973)
§  Octávio de Faria (1908-1980)
§  Patrícia Galvão (1910-1962)
§  Rachel de Queiroz (1910-2003)


Com a transformação do cenário sócio-político do Brasil, a literatura também se transformou. O fim da Era Vargas, a ascensão e queda do Populismo, a Ditadura Militar, e o contexto da Guerra Fria, foram, portanto, de grande influência na Terceira Fase. Na prosa, tanto no romance quanto no conto, houve a busca de uma literatura intimista, de sondagem psicológica e introspectiva, tendo como destaque Clarice Lispector. O regionalismo, ao mesmo tempo, ganha uma nova dimensão com a recriação dos costumes e da fala sertaneja com Guimarães Rosa, penetrando fundo na psicologia dojagunço do [[Região Centro-Oeste do Brasil central. A pesquisa da linguagem foi um traço característico dos autores citados, sendo eles chamados de instrumentalistas. A geração de 45 surge com poetas opositores das conquistas e inovações modernistas de 22, o que faz com que, na concepção de muitos estudiosos (como Tristão de Athayde e Ivan Junqueira), esta geração seja tratada como pós-modernista. A nova proposta, inicialmente, é defendida pela revista Orfeu em 1947. Negando a liberdade formal, as ironias, as sátiras e outras características modernistas, os poetas de 45 buscaram uma poesia mais “equilibrada e séria”, tendo como modelos os Parnasianos e Simbolistas. No início dos anos 40, surgem dois poetas singulares, não filiados esteticamente a nenhuma tendência: João Cabral de Melo Neto e Lêdo Ivo. Estes considerados por muitos os mais importantes representantes da geração de 45.




                                    Portinari: valorização do Brasil e da arte