sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Audrey Hepburn - Filmografia

Your funny, sunny face...




Fred Astaire e Audrey Hepburn, juntos na capital da moda – e dos apaixonados. O que poderia dar errado? O primeiro musical da musa, Cinderela em Paris (1957), foi indicado a quatro Oscar: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro Original e, é claro, Melhor Figurino. As belas modelos dos créditos iniciais anunciam que Hubert de Givenchy nada de braçada no filme, cujo tema principal é a transformação de uma intelectual mal vestida em uma modelo luxuosa. No começo da história, não somos apresentados à protagonista, mas à editora-chefe da revista Quality, Maggie Prescott (Kay Thompson), a maior autoridade em moda nos Estados Unidos. Uma espécie de Miranda Priestly, mais falante e menos sarcástica. Autêntica, Maggie decreta que a cor da estação é rosa e imediatamente todas as mulheres passam a se vestir como ela manda, mas ela mesma continua usando as mesmas roupas – chiquérrimas, mas as mesmas – de sempre. Aqui vale um aplauso para a interpretação de Thompson, que aos 48 cantava e dançava como ninguém.

Com a desculpa de tentar um editorial que prove que a mulher “intelectual” também pode se vestir de acordo com a moda vigente, Maggie leva seu fotógrafo Dick Avery (Fred Astaire) para retratar sua modelo mais burrinha em uma livraria intelectual de Nova York. E é lá que encontramos, finalmente, a protagonista: Jo Stockton (Audrey Hepburn), uma jovem terrivelmente romântica à sua maneira, com pensamentos extremamente ingênuos a respeito tanto da moda quanto da produção intelectual da época. Encantado pela moça, Dick convence a editora que Jo, com seu rosto engraçado e inusitado pode ser uma boa novidade para o mundo da moda. E, para persuadir a moça de que ela seria uma modelo incrível, Astaire e Audrey estrelam uma das cenas mais bonitas e inesperadas do filme: enquanto ele canta a adorável música-tema do filme, dança com a moça em seu laboratório de fotografia.
Bonjour, Paris! Finalmente chegamos à cidade onde as coisas acontecem. A ideia de Maggie e de Dick não é só transformar Jo em uma modelo, mas na garota Quality, ao estrelar a coleção do estilista mais renomado do mundo na cidade das luzes. Já o interesse de Jo é bastante claro: concordou em ser modelo apenas para ir a Paris conhecer seu grande mestre filósofo, o professor Flostre, pai do empaticismo (seja lá o que isso for). Enciumado, Dick gasta todo seu tempo recuperando a moça de cafés alternativos e mostrando a ela que todo aquele intelectualismo não passa de conversa fiada de um charlatão. É interessante ver as investidas do fotógrafo para cima da moça, e como ela vai se permitindo se apaixonar. E aí é importante lembrar da cena lindíssima da dança de Fred Astaire, cujos passinhos leves jamais decepcionam.

O filme é muito interessante porque não tenta provar que o mundo da moda é mais ou menos inteligente que o dos livros e da intelectualidade, mas mostra a evolução de Jo no sentido moleca-mulher. Não permitia que Dick percebesse seu interesse até entregar seus sentimentos na cena da igrejinha. Mal conseguia conversar com Maggie no começo do filme e acaba se tornando uma grande aliada. O crescimento dela é perfeitamente ilustrado na sequência das fotos com a coleção de vestidos. No primeiro momento, estava tímida e não sabia exatamente o que fazer. Dick vai deixando-a à vontade, criando situações e histórias que expliquem a pose, o vestido, o cenário. Por fim, ela mesma se dirige para as lentes do fotógrafo.

Este momento do filme é interessante por causa de sua edição. Na cena em que Maggie decreta a ditadura do rosa, as coreografias das moças são tão “musicalecas” que é bem no meio da música que percebemos que aquelas garotas não são consumidoras, mas modelos posando para as páginas da Quality. A edição das fotos da revista aparece de forma bastante natural. Não é o que acontece na sequência do ensaio de Jo com Dick: a cada pose, os editores brincam com as cores das fotografias de maneira tão sem critério que acabam estragando as imagens e interrompem a narrativa da sessão de fotos. Pecam pelo exagero.

Com um desfecho adorável, o filme é aquilo que os gringos chamam de “crowd pleaser”, encantador de plateias. Mesmo com Audrey desafinando aqui e ali no meio das cantorias. Afinal, tem como não se apaixonar por esses dois?



Todas as informações acima estão no endereço : http://matine.wordpress.com/tag/audrey-hepburn/
" Matinê ( quando cinema é tudo)"

4 comentários:

  1. Amo esse filme, sabe onde posso baixar?
    abraços parabéns pelo blog.

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  2. Oi Juliana, tudo bem?
    Também adoro esse filme, amo todos os filmes dela!
    Sinceramente nao sei por onde vc pode baixá-lo. Tentei procurar ema vez e não consegui achar...

    Abraços!

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  3. oi, td na paz contigo?

    amo esse filme e sou apaixonada por Fred Astaire, com aquele risinho de canto de boca sensualíssimo e malandro.

    parabéns pelo post
    bjs
    paz e bem

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  4. Oi Krika, td bem?
    Pois é esse filme é muito fofo!
    adoro os figurinos dela e claro que não poderia deixar de falar da dança do Fred Astaire..

    Abraços!

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